Estudo indica que jogos não tornam adolescentes insensíveis a violência
Em mais um novo capítulo da novela sobre jogos violentos, um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Ryerson observou que longa exposição a jogos violentos não apresentava quaisquer mudança nas reações emocionais dos jogadores à violência.
Holly Bowen, candidato a um PhD em Psicologia pela Universidade de Ryerson em Toronto comentou sobre o estudo: “Os resultados indicam que a memória emocional a longo prazo não é afetada pela crônica exposição a jogos violentos”.

Para cada estudante foi mostrada uma série de cento e cinquenta imagens representando cenas negativas, positivas e neutras. Uma hora depois lhes foram mostradas as mesmas imagens, mas com outras cento e cinquenta novas imagens misturadas entre elas para distraí-los.
Presumia-se que estudantes que jogassem videogames e estivessem mais acostumados com imagens violentas ficariam menos impressionados pelas cenas negativas e portanto não se lembrariam delas. No entanto, os resultados não diferiam entre jogadores e não jogadores. Um questionário posterior sobre as emoções dos estudantes também não mostrou diferenças.
Tem sido uma longa batalha entre protestantes contra a violência nos videogame, como o ex-advogado Jack Thompson, que considera o conteúdo de jogos e outras formas de cultura moderna como obscenos. Recentemente o Japão também aprovou uma lei que impediria a manifestação de “conteúdo prejudicial aos jovens” em jogos e outras formas de cultura, incluindo o anime.
Bowen explica que os testes foram feitos com adolescentes e não crianças, e que estas ainda podem ser mais impressionáveis. Os pais tem a ajuda da ESRB que classifica os jogos de acordo com a idade. Nenhum jogo com violência recebe menos que uma classificação T de Teen / Adolescente, e jogos muito violentos como os citados, não recebem menos que um M para Mature / Maduro.





